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IFRS S1 e S2: obrigatoriedade, boas práticas e o caminho para a adequação à Resolução CVM 193

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    GSS
  • há 6 dias
  • 4 min de leitura
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As normas IFRS S1 e IFRS S2 representam um novo marco regulatório para o reporte corporativo ao estabelecer uma conexão direta entre sustentabilidade, riscos e desempenho financeiro. No Brasil, esse avanço se materializa por meio da Resolução CVM 193, que define exigências claras quanto à divulgação de informações relacionadas à sustentabilidade e aos riscos climáticos.

O objetivo das normas não é a produção de mais um relatório, mas sim a integração consistente, comparável e auditável entre dados ESG e as Demonstrações Financeiras, exigindo das empresas um novo nível de governança de dados e maturidade institucional.


As normas IFRS S1 e IFRS S2


A IFRS S1 estabelece os requisitos gerais de divulgação de riscos e oportunidades financeiras ligadas à sustentabilidade. Seu foco está na consistência das informações, na comparabilidade entre empresas e na possibilidade de auditoria, conectando temas ESG à geração de valor e à tomada de decisão financeira.


Já a IFRS S2 possui foco específico nos riscos climáticos. A norma trata tanto dos riscos físicos quanto dos riscos de transição, além de exigir a divulgação de métricas de emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), abrangendo os Escopos 1, 2 e 3. O objetivo é evidenciar como o clima pode impactar o fluxo de caixa, a posição financeira e a estratégia das organizações.


A quem as normas se aplicam


As exigências relacionadas às IFRS S1 e S2 se aplicam diretamente às Companhias Abertas reguladas pela CVM, bem como a Fundos de Investimento, conforme regras específicas, e Securitizadoras. Além disso, empresas da cadeia de valor passam a ser indiretamente impactadas, uma vez que grandes players exigirão informações estruturadas de seus fornecedores e parceiros.


Há também organizações que optam por aderir voluntariamente às normas, reconhecendo-as como uma boa prática de gestão de riscos, transparência e posicionamento estratégico.


O desafio da implementação


A adequação às IFRS S1 e S2 não se resume à elaboração de um relatório adicional. O principal desafio está na necessidade de estabelecer uma conexão auditável entre dados ESG e Demonstrações Financeiras, sustentada por uma governança de dados robusta. Isso implica revisão de processos internos, integração entre áreas e confiabilidade das informações ao longo de todo o ciclo de reporte.


Cronograma de obrigatoriedade


O processo de adequação segue um cronograma claro, no qual a preparação deve começar desde já para garantir a integridade dos dados.

O ano de 2024 marcou o período de adoção voluntária, sendo o momento ideal para a realização de diagnósticos iniciais e para a estruturação de times internos.


Em 2026, ocorre o que pode ser considerado o ano-chave da implementação. É nesse período que se dará a coleta dos dados que alimentarão o primeiro relatório obrigatório.

Já em 2027, torna-se obrigatório o reporte integrado, com a publicação das Demonstrações Financeiras alinhadas às IFRS S1 e S2. O prazo de divulgação é o mesmo do Formulário de Referência.


Por que começar agora


Tempo é um fator essencial nesse processo. A implementação das normas IFRS S1 e S2 não acontece da noite para o dia. Ela exige planejamento estratégico, estruturação de processos e coleta sistemática de dados ao longo de todo o ano-base de 2026.


Empresas que iniciaram sua preparação de forma antecipada possuem uma vantagem competitiva relevante. Ainda assim, o momento atual continua sendo adequado para iniciar o processo e estruturar uma jornada de conformidade consistente.


Metodologia de adequação: GSS

A metodologia de adequação da GSS é estruturada em quatro etapas e foi desenvolvida para garantir conformidade completa com a Resolução CVM 193.

 

  • A primeira etapa, de Diagnóstico & Gap Analysis, consiste no mapeamento da situação atual da empresa em relação às exigências da CVM 193. Nessa fase, são avaliados os sistemas e fontes de dados existentes, identificados os gaps nos processos de coleta, analisada a maturidade em governança ESG e definido um roadmap de adequação.


  • A segunda etapa é a Dupla Materialidade, que integra duas perspectivas complementares. A análise inside-out avalia os impactos das operações da empresa sobre o meio ambiente e a sociedade, considerando temas como emissões de GEE, pegada de carbono, uso de recursos naturais e impactos sociais e trabalhistas. Já a análise outside-in foca nos riscos financeiros associados a fatores ESG externos, incluindo riscos climáticos físicos e de transição, mudanças regulatórias e impactos no fluxo de caixa.


  • A terceira etapa corresponde à Matriz de Risco Climático, desenvolvida conforme os requisitos da IFRS S2. Nessa fase, são avaliados os riscos físicos, como eventos climáticos extremos, mudanças crônicas no clima e impactos na cadeia de suprimentos, bem como os riscos de transição, que incluem mudanças regulatórias e políticas, tecnologias emergentes e alterações de mercado e reputação.


  • Por fim, a quarta etapa é o Plano de Governança, que envolve a estruturação de processos claros para coleta, validação e reporte de dados, a implementação de controles internos robustos e a preparação da documentação e das evidências necessárias para a auditoria externa das informações de sustentabilidade.


GSS


A GSS é especialista em transformar desafios regulatórios em sustentabilidade para os negócios e futuro para a sociedade, apoiando empresas em sua jornada de adequação às IFRS S1 e IFRS S2 de forma estruturada, auditável e alinhada às exigências da Resolução CVM 193.

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