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O GHG Protocol anunciou mudanças importantes. Entenda o que vem por aí.

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    GSS
  • há 9 horas
  • 2 min de leitura


A contabilização das emissões de GEE que conhecemos vai mudar. E o anúncio de hoje diz quando.

O GHG Protocol divulgou nesta quarta-feira (29/07) três novidades que merecem a atenção de quem elabora inventários de emissões de GEE no Brasil.



  1. GHG Protocol e ISO vão unificar seus padrões corporativos



O GHG Protocol e a ISO vão unificar seus padrões corporativos (Escopos 1, 2 e 3 e a ISO 14064-1) em um único padrão global, com consulta pública prevista para o 2º trimestre de 2027 e publicação prevista para o fim de 2028.



  1. Consulta pública do Escopo 2



Saiu o resumo oficial da consulta pública do Escopo 2, com cerca de 1.100 respostas de 56 países.

A proposta de correspondência horária de certificados foi rejeitada por 70% dos respondentes, enquanto a cláusula de legado para contratos existentes teve 90% de apoio.



  1. Novo padrão para Actions and Market Instruments (AMI)



O futuro padrão de Actions and Market Instruments (AMI) avança com a proposta de separar o relato em declarações distintas:


  • Inventário físico;

  • Inventário de escolha de compra;

  • Declaração específica de impacto (GHG Impact Statement), para emissões evitadas e créditos.



O que isso significa para o Brasil?


Para a GSS, o ponto mais sensível para o Brasil está no método de escolha de compra.

Nossa rede é majoritariamente renovável e o país não possui mix residual oficial. Pela proposta, a parcela do consumo que não estiver coberta por certificados ou contratos de energia renovável deixaria de ser calculada pelo fator médio da rede.


Nos países sem mix residual, essa parcela descoberta passaria a usar um fator de emissão 100% fóssil.

Na prática, empresas que hoje usam I-RECs para cobrir apenas parte do consumo veriam o Escopo 2 crescer de forma expressiva sem nenhuma mudança real no uso de energia.

A América Latina, aliás, respondeu por apenas 2% da consulta. Nossa região precisa participar mais das próximas rodadas.


O recado prático


Nada muda nos inventários atuais, e pausar a contratação de energia renovável agora seria um erro.


Contratos assinados sob as regras vigentes são fortes candidatos à proteção da cláusula de legado.


O momento é de mapear contratos, organizar dados de energia e acompanhar de perto a consulta de 2027.

 
 
 

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